Educação Ambiental
A Fundação José Pedro de Oliveira aposta na educação ambiental como ferramenta para a sensibilização e mudança de postura do indivíduo em relação ao meio ambiente, no que diz respeito à tomada de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida.
Os projetos trabalham para informar, educar e mobilizar toda a sociedade sobre a importância desta área protegida e de seus benefícios econômicos, sociais e ambientais, como forma de alcançar sua preservação através do esforço de todos os setores da sociedade, assim como visam ampliar exercícios de cidadania ecológica e social.
De forma complementar, através da Educação Ambiental, socializamos as informações sobre a Mata, resultantes de pesquisas aqui realizadas, e sobre os programas e projetos que são desenvolvidos pela Fundação José Pedro de Oliveira.
Os programas de educação ambiental desenvolvidos são:
· Visita monitorada aberta à comunidade
· Visita monitorada de escolas e entidades
· Crianças do entorno
· Projeto: “A Mata Vai”
· Ecoférias
O programa: “Visita monitorada aberta à comunidade”
Este programa acontece no último Domingo de cada mês, às 9h30. O perfil da visita é abrangente, envolvendo todas as idades, níveis de escolaridade e sócio-econômicos. A entrada é franca, não é necessário fazer inscrições, apenas chegar no horário estipulado trajando calça comprida e sapato fechado, como itens de segurança.
O roteiro inclui uma palestra inicial, que ocorre no auditório da Fundação José Pedro de Oliveira, com o seguinte conteúdo:
- Apresentação da instituição Fundação José Pedro de Oliveira
- Histórico da Mata de Santa Genebra
- Bioma Mata Atlântica
- Fragmentação Florestal
- Manejo e recuperação florestal
Após a palestra, percorremos a "Trilha Leste”, trilha interpretativa que aborda conceitos de dinâmica florestal e componentes da floresta. Em seguida, visitamos a área de recuperação de brejo e o viveiro de mudas nativas, com explicação sobre as técnicas e procedimentos de ambos os pontos. A última parada ocorre no Borboletário, projeto que consiste em descrever o ciclo de vida das borboletas de Mata Atlântica.

O programa: Visita monitorada de escolas e entidades
Este programa atende escolas públicas e particulares, e instituições assistenciais. As visitas ocorrem de março a junho e de agosto a novembro, nos períodos matutino e vespertino às terças e quintas-feiras e apenas no período matutino às sextas-feiras. No caso de escolas particulares, é cobrada uma pequena taxa por pessoa, revertida na compra de materiais utilizados nos projetos de educação ambiental.
O agendamento para a visita é feito através dos telefones da Fundação José Pedro de Oliveira. A escola deve oficializar a visita através de fax contendo informações sobre a instituição, os responsáveis que irão acompanhar os alunos, a quantidade e série dos alunos, até uma semana antes da data marcada para a visita. Caso a escola cancele, há uma lista de espera e a Fundação entra em contato para preencher os horários disponíveis.
A duração da visita é de 2h, e é necessário o uso de calça comprida e sapato fechado como regra institucional de segurança para o visitante.
A palestra inicial abre a visita com o seguinte conteúdo: histórico da Reserva, o bioma Mata Atlântica e conceitos básicos sobre este tipo de bioma e outros aspectos como, por exemplo, a interação planta-animal na qual a dinâmica florestal está assentada, sobretudo o fluxo gênico. Esta palestra procura se adequar à idade do visitante, com linguagem apropriada ao entendimento de quem assiste. Apesar de variar na duração e linguagem, a palestra contém, em todos os casos, uma nivelação de informações básicas.
Após palestra, visitamos: a Trilha dos Bichos, a Trilha Leste, o Viveiro de Mudas Nativas e o Borboletário.

O programa: “Crianças do Entorno”
Este programa, de cunho socioambiental, acontece desde 2003, e tem como objetivo minimizar os conflitos da Reserva com seu entorno e praticar inclusão social, através de ações de educação ambiental.
Atende 76 crianças de 6 a 12 anos, moradoras de bairros carentes vizinhos da Reserva, dentro de um contexto social de educação, procurando mobilizá-las para unir forças na luta de preservação de nossa floresta, que é um bem de todo cidadão.
Este senso do patrimônio ou bem comum é essencial para criar a maturidade do ser humano, para que possamos contribuir na formação de cidadãos responsáveis.
Sendo um trabalho continuado, é sensivelmente perceptível a evolução do quadro comportamental destas crianças que participam do programa, pelo seu modo de se expressar e de se comprometer com o projeto. Este programa acontece às quartas-feiras, com duas turmas em horário inverso à escola tradicional.
O conteúdo deste programa perpassa ciências biológicas, ética, Agenda 21, artes, sempre objetivando a construção da cidadania social e ecológica.


O programa: “A Mata Vai”
Este programa leva as informações e a educação ambiental para um público que, por algum motivo, não tem acesso aos outros programas oferecidos pela Fundação.
Um caso comum é quando uma escola requer a educação ambiental para todos os seus alunos e, sendo a quantidade de público alta, impossibilitando de trazer a todos nas dependências da Fundação, levamos o programa até a escola.
Também é levado para eventos, feiras, semana do meio ambiente, etc., divulgando os projetos realizados aqui e trazendo novos visitantes, além de difundir informações sobre a Reserva, buscando novos apoios na sociedade civil para a preservação da Mata e, sempre, socializando a informação.

O programa: “Ecoférias”
Este projeto acontece nos períodos de férias escolares (janeiro e julho) e atende crianças de 7 a 12 anos. É um programa intensivo de educação ambiental em que os participantes desenvolvem atividades durante uma semana, acompanhados por monitores. Possui metodologias de ensino criativas, onde abandonamos modelos tradicionais e buscamos novas alternativas.
Para participar, os pais ou responsáveis devem fazer a inscrição que, geralmente, acontece na primeira semana de férias, e pagar uma pequena taxa, que dá direito a uma camiseta da Ecoférias.

A Trilha Leste
É uma trilha interpretativa, com 250 metros, que permite ilustrar e explicar inúmeros aspectos da Mata Atlântica, e tem como objetivo ensinar o seguinte conteúdo:
- Hábito dos vegetais (arbóreo, arbustivo, herbáceo, lianas).
- Lianas (aspectos positivos, que são abrigos para animais e recursos de alimento para a fauna, e negativos em caso de ambiente em desequilíbrio, já que estas trepadeiras se desenvolvem bem em áreas abertas e florestas fragmentadas exibem esta característica).
- Estratos da floresta (dossel, subdossel).
- Liquens (o que são, tipos e uso como indicador de ambiente, já que pelo fato de não apresentarem sistemas de excreção não suportam a poluição do ar).
- Musgos (o que são, onde são encontrados).
- Decompositores (fungos).
- Clareiras; árvores caídas como micro-hábitats.
- Epífitas X parasitas (características principais e diferenças, sendo epífitas as plantas que se apóiam em outras, como alguns tipos de bromélias e orquídeas, e parasitas são plantas que, além de se apoiarem em outras, retiram ou seiva bruta ou seiva elaborada destas, que seriam as hospedeiras).
- Espécies exóticas e nativas (toda a problemática das exóticas, que mudam a composição de espécies das florestas e que, por vezes, apresentam comportamento agressivo, impedindo a regeneração natural de espécies nativas ou afetando em algum grau a dinâmica natural destas florestas).
- Regeneração natural, dispersão de sementes e solo compactado (andar na trilha para evitar o pisoteamento do solo e sua compactação, o que inviabiliza a regeneração natural que ajuda a promover a sustentabilidade da floresta; interação planta-animal e síndromes de dispersão de sementes).
- Perturbação antrópica, ceva indevida (animais deixam de dispersar sementes, alimentos que provocam cáries e problemas digestivos, alimentos com agrotóxico, etc) e animais domésticos (pulgas, carrapatos, raiva e demais zoonoses, que são transmitidos aos animais silvestres).
- Deciduidade e serrapilheira (conserva umidade do solo, ciclagem de nutrientes, abrigo de fauna, etc).
- Camuflagem (quando um animal se parece com seu meio, confundindo o predador) e mimetismo (convergência adaptativa para um padrão que sugere uma defesa através da aparência) de animais.
- Observação dos animais (insetos, aves, aracnídeos, sons, buracos, exoesqueletos, etc.).
- Identificação das plantas através das folhas, flores, frutos, sementes, cheiros e troncos.
- Nomes científicos e comuns (diferenças e funções).
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